Total de visualizações de página

domingo, 17 de julho de 2011

Harry Potter e os coadjuvantes da sorte.

Despedida
_Nem posso acreditar que chegou ao fim,isso é...−Sara não conseguiu concluir a frase,os sentimentos que a embalaram tomaram-na e os soluços logo vieram cortar a fala.As lágrimas logo encharcaram seu rosto.
_Você não pode?!...Eu...eu não quero._O timbre de Leandro soou agressivo.Não que ele quisesse ser agressivo a Sara com tais palavras mas porque ele realmente sentia-se daquela forma,desnorteado.
Os três garotos no ônibus compartilhavam os lugares,espremidos no acento de duas poltronas pouco confortáveis.Eles dividiam também as mesmas emoções existentes e presentes nos demais passageiros,que iam para um mesmo destino,assistir ao fim. Todos os fãs daquela incrível saga estavam abalados com a perda,Harry Potter tornara-se mito,no entanto,após  uma década o fim se aproximava.
O terceiro garoto ainda não se pronunciara,ele estava quieto,embolado no canto esquerdo do lado da janela lendo ao livro Harry Potter e as Relíquias da Morte  e logo no seu colo havia uma lista de feitiços e uma varinha.
_Não vai dizer nada Héryton?!−Perguntou Sara ainda em lágrimas.
O menino apanhou então a varinha e girando o pulso disse?
_Silêncio!
Leandro riu,Sara deu-lhe um tapinha de leve no ombro e também sorriu.
Héryton pousou o livro em seu colo e teve um leve bocejo!
O cinema estava à poucos minutos.Eles permaneceram calados pelo resto do caminho!
O ônibus parou.
A tensão,a ansiedade,a animação e decepção tomaram conta de todos,era possível ver o misto de emoções no semblante de cada um,eles não sabiam o que sentir.A espera pelo lançamento do último filme da saga era tudo e nada ao mesmo tempo.
Por fim foram descendo um a um,cada qual com seu grupo.
O trio ficou por último,Sara precisou se arrastada por Leandro e saiu do ônibus em transe,dizendo:
_Não por favor,não quero ver os créditos finais subirem na tela...estou com medo...não,os créditos,os créditos...
Héryton deixou o livro e a lista de feitiços no acento para marcar seus lugares,mas levou consigo a varinha.
Eles entraram no shopping e foram rumo à sala de cinema.
_Devemos pegar um lugar mais a frente.−Sugeriu Leandro num tom de voz urgente.
Alguns trailers de filmes passavam no telão,Sara apelou então para o falatório enquanto o filme não começava.
_Não estamos esquecendo nada?−Perguntou ela.
“A pipoca”−Responderam os três em uníssono.
_Eu vou comprar−Disse Leandro.
_Não,eu vou−Sara se ofereceu−Não estou agüentando a pressão e aqui está cheio de comensais da morte e estão sentindo algo estranho...?
_Não.−Héryton respondeu rispidamente,cortando Sara de seus devaneios e falatório
_Ok...ok−Ela calou-se.
Leandro riu
_Vá logo comprar a pipoca antes que comece o filme,e não esqueça o refri.
_ok...−Ela riu e antes que saísse disse:−Ahh... Héry,poderia me emprestar sua varinha,é pra caso apareça algum comensal querendo me atacar.
_E onde está a sua?
_Esquecemos no ônibus.−Disse Leandro em defesa da amiga−Ela me fez esquecer inclusive a minha,por não querer descer e me fazer arrastá-la.−Acrescentou ele,acusando-a.
Héryton entregou a ela sua varinha.Os três riram!
As outras pessoas ao lado fizeram objeção a eles,para que fizessem silêncio.
_Ah...o filme ainda nem começou!−Apelou Sara,depois saiu.
Na tela passava o trailer do filme A origem,os garotos não se prenderam muito aos trailers que passavam,Leandro apenas fez um comentário do filme Sucker Punch-Mundo surreal quando passou,dizendo sobre a complexidade do filme,Héryton apenas meneou a cabeça em resposta,concordando com o que o amigo falava.
_Por que está tão calado?
_Não sei,talvez eu não esteja a fim de falar nada.−Respondeu Héryton.
_Ah sim,me desculpe pela inconveniência.−Leandro voltou-se para uma forma mais séria.
_Desculpe-me Leandro,eu estou chateado só isso.−Ele parou medindo as palavras para não mais magoar o amigo−Alguns ficam ansiosos e outros tagarelantes como a Sara e outros ficam calados,feito eu.−Concluiu!
_Chateado com o que cara?Esquece ok,viemos aqui para nos distrair!
_Tem razão...
-Tenta relaxar,viemos nos despedir de nosso filme favorito e de certa forma de nossa infância.
_Isso não foi nada motivador ou empolgante−Disse Héryton.
Eles riram!
_Ah...sei lá cara−Começou−as vezes eu queria que meu mundo fosse...−Ele parou.−Não!...o Harry sofre mais perdas que eu.
_Ainda está assim por causa da Jéssica?−Perguntou Leandro.
_Vamos esquecer isso,vamos encerrar aqui.−Sugeriu Héryton
_Sabe que a Sara gosta de você não sabe?
_Está encerrada.
_Ok.
Fez-se silêncio,por um tempo curto.Eles ouviram Sara berrar por seus nomes do outro lado da sala,em outro corredor de poltronas.
_Ela se perdeu!−Leandro riu.
_Ela sempre se perde.−Héryton parecia mais animado agora.
_Aqui Sara...−Leadro gritou e levantou os braços,balançando-os para que ela os avistasse.
Sara tropeçou em uma garota quando passava pelo corredor.
_Me desculpe.
_Expelliarmus!-Disse a garota apontando a varinha para ela.
Sara tomou fôlego e depois disse:
_Eu fui gentil com você em pedir desculpas e você me lança um Expelliarmus!?! Pois agora você está sob meu domínio e como castigo eu ordeno que durma durante todo o filme.−Depois ela riu.
_Ei Sara,venha logo,o filme já vai começar−Gritou Leandro.
Sara andou pelos corredores até chegar a eles.
O símbolo da Warner surgia em tom cinzento na tela,acompanhado de uma trilha sonora sombria.Os garotos não contiveram os suspiros.
_Estou tão...
_Cala a boca Sara−Sussurrou Héryton.
_Ok....desculpe-me!
Fez-se um absoluto e longo silêncio,todos estavam concentrados no filme,nem se quer piscavam os olhos,até que Sara não agüentando mais disse num sussurro:
_Queria que fosse real.
  Um Novo Cenário e um novo trio de protagonistas.
Harry Potter cruzava a floresta de Hogwarts ainda com a capa da invisibilidade,ele seguia Yaxley e Dolohov rumo a sua morte.Eles o levariam direto a Lord Voldemort.
Eles pararam em uma clareira,Harry a reconheceu em instantes,no segundo ano ele e Rony haviam passado por uma experiência assombrosa ali.Era a antiga casa de Aragogue,agora infestada de comensais da morte que se encontravam em volta de uma enorme fogueira.Harry viu também gigantes  próximos aos comensais e teve um  arrepio,e finalmente Lord Voldemort.
_Não há sinal dele Milorde−Disse Dolohov.
_Milorde...?−A voz extremamente aguda de Belatriz se fez presente e ecoou pelo espaço da clareira.
Lord Voldemort silenciou-a.
_Pensei ele viria−Disse o Lord.

_Acho ele tão fofo!−Sussurrou Sara ao pé do ouvido de Leandro.
_Shiii...−Ele a reprimiu.
Eles voltaram-se para o telão.

_Mas aparentemente me enganei−Continuou Voldemort.

_Você não acha ele fofo!?−Sara desviou de novo a atenção do filme.
_Pode ficar com ele para você.−Respondeu Leandro.
_Calem a boca.−Hértyon sussurrou a eles.
Silêncio.
“_Não,você não se enganou.−Harry despiu-se da capa e gritou alto.A pedra da Ressurreição escorregou dos seus dedos e seus pais e Sirius e Lupin desapareceram.
_Não Harry...−Berrou Hagrid que estava amarrado à uma árvore.
_Harry potter...−Disse Voldemort−O menino que sobreviveu.
Então ele levantou a varinha e disparou contra Harry um jato de luz de verde.
Todos no cinema sentiram a dor de terem perdido Harry,alguns estavam chorando e outros balançavam as cabeças como sinal de pasmo,outros apenas deixaram o ar engolir seus pulmões e abriram bem a boca para tentar respirar melhor.
_Ainda acha ele fofo?−Perguntou Leandro a Sara.
_Sim acho.
_Ele acabou de matar o Harry...−Ele deixou sua conclusão chegar até Sara,esperando que ela retomasse a conciência.
_Eu gosto de todos os personagens da saga,eu gosto muito do Lord,−Ela riu−E eu sei que o Harry irá voltar.
_Então por que não pede o Voldemort de presente?−Disse Leandro rispidamente.
−Eu adoraria ganhar um Lord Voldemort.−Foi o que ela disse.
_Accio Lord Voldemorth−Alguém gritou.
O cinema em peso reprovou a ação e pediu silêncio.
_Viu?−Apontou Sara−Não sou a única aqui a gostar do Lord.
Outro pedido de silêncio e um grito...que ecoou pelo espaço.
_Onde estou?
Um homem vestido como Voldemort atraiu a atenção de todos.
_Ei cara...cale a boca,está atrapalhando−Gritou um menino que estava fantasiado de Harry.
_Harry Potter?!−Voldemort expressou admiração e dúvida−Mas eu acabei de matá-lo!
As pessoas no cinema estavam concentrados na cena que acontecia ali e esqueceram do filme.
_Qual é cara−Repetiu o garoto fantasiado de Harry.−Trate de se sentar ou usarei um feitiço em você.
O garoto riu e ergueu a varinha mas antes que ele dissesse algo mais um lampejo de luz verde saiu da varinha de Voldemort e garoto rolou flácido pelo chão.
As pessoas começaram a tomar ciência de que estava acontecendo de fato,e os gritos de Belatriz chamando desesperada pelo Lord na tela retirou qualquer dúvida da veracidade da cena.
Em meio ao tumulto,o trio de garotos se abaixou para não serem atingidos pelos lampejos de Luz que Voldemort liberava.Eles se arrastaram para um canto mais seguro na sala.
_Temos que sair daqui:−Gritou Sara.
−Ele está bloqueando a porta,não dá para ir por lá.−Leandro gritava apressadamente.
_Não consigo organizar as idéias,é muito barulho.−Héryton gritava ainda mais alto para ser ouvido pelos amigos.
Sara olhou para o caos na sala.A multidão ainda gritava desesperada e tentava escapar,mas com a saída bloqueada não conseguiam passar e eram arremessados com feitiços estuporantes.Alguns estavam igualmente abaixados.
_Onde está sua Varinha Héry?−Perguntou ela.
_Que importância isso tem agora?−Disse ele aos gritos.
_Onde está?Diga...−Ela refez a pergunta.
_Deixei cair quando corremos para cá,mas o que isso importa?
Sara vagueou pelo espaço próximo com os olhos e visualizou uma varinha.Ela correu até ela e girando-a gritou:
_Abaffiato.
O barulho foi absolvido pela varinha.
_Mas...como?−Héryton olhou para Leandro e depois para Sara incrédulo,ele mal conseguia falar agora.
_Eu sabia que podia dar certo!−Disse Sara com fascínio.
Uma garota que estava próxima a eles gritou aos amigos para que usassem as varinhas.
_Agora temos que sair daqui...−Disse Leandro.−Vamos para um dos banheiros.
Ele saiu abrindo passagem entre o tumulto,Sara e Héryton os seguiam agachados.
O Lord continuava disparando lampejos de luz mas agora também estava sendo atacado com diversos feitiços estuporantes,os garotos descobriram o funcionamento das varinhas e embora menos abeis resistiam.Uma verdadeira batalha estava acontecendo.
Sara Héryton e Leandro entraram no Banheiro,e mesmo com a situação Sara encontrou tempo para brincar que não lhe agradava a idéia de estar em um banheiro masculino.
_O meu celular não funciona.−Gritou Leandro.
_Claro que não−Disparou sara assumindo uma postura mais tensa e séria.−Ainda não perceberam?Estamos vivendo no mundo de Joane Rowling.
Eles não conseguiram rir pela ironia da frase.
_Então o que faremos?−Perguntou Leandro apreensivo.−Não podemos esperar ele matar todo mundo e depois vir atrás de nós.
_Ele nem sabe que estamos aqui.−Disse Sara rispidamente.
_Não mas logo descobrirá.−Retrucou ele.
Héryton estava calado,pensando em alguma coisa.
_Não vai dizer nada?−Sara o tirou do transe.
_Acalmem-se.−Ele gritou,assumindo o controle.−Chega de desespero,precisamos pensar e recapitular o que nos levou a isso ou o que nos trouxe a isso.
_Trouxe!−Disse Leandro abruptamente.−É o que nos trouxe.−Repetiu ele.
_Como assim?−Perguntou Sara.
_Foi você Sara−Ele respondeu.
_Eu?
_Sim!Você...Você desejou o Lord e ele apareceu.
_É verdade!−Héryton retomou.−Alguém o desejou,mas...−Ele hesitou.−Não foi a Sara.
_Não!−Disse Sara.−Foi alguém que conjurou Accio Lord Voldemort,lembram?
_Sim...−Eles responderam em uníssono.
_Então tudo que temos a fazer é conjurar alguém para vir matá-lo.−Disse Leandro.
_Quem?−Perguntou Sara.
_O Harry é claro.−Respondeu ele.
_Não,não pode ser o Harry.−Disse Héryton.−Não perceberam?O Harry morreu e ele precisa conversar com o Dumbledore se não ele nunca saberá que está vivo e que poderá matar o Voldemort.
_Então quem iremos trazer?−Quiseram saber os dois garotos.
Héryton tomou a varinha das mãos de Sara e disse:
_Accio Hermione Granger.
_O quê?A Hermione?−Sara demonstrou espanto,Leandro o mesmo.−Mas ela não é forte o suficiente para matá-lo.−Concluiu ela.
_Eu sei disso.−Afirmou Héryton.−Não ouviu o que eu disse?O Harry é que tem que matar o Lord.
_Então o que...?−Perguntou Leandro.
_Ela é a mais inteligente lembram disso?Ela virá para nos ajudar a entender melhor o que se passa e nos ajudar a mandá-lo de volta.












Continua....

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A carta


Eduardo abriu a carta e leu.
“Só estou lhe escrevendo para dizer que estou com saudades!”
                                       Ass:A sua vida
Então,ele acordou do coma...
                                                     
                                                   Fim

terça-feira, 12 de julho de 2011

Humildizinho assim

Humildizinho assim
Passo por ti ligeirinho
que é prá'modi eu num fica sem jeito.
E falo assim rapidinho,
Bom dia!
Boa tarde!
Boa noite!
Desejo-lhe.
se for de dia é
bom dia!
Se for de tarde é
boa tarde!
se for de noite é
boa noite!
ligeirinho assim,
humildizinho assim,
que é pra'modi eu num fica sem jeito.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

outro conto aqui....desculpem-me pela demora.. . Obrigado!

Musa
Musa saíra do fórum judicial estressada e com os olhos lagrimejados,apressou o passo para sair do alcance de todos que a julgavam.O homem alto de terno correu para alcançá-la e acalmá-la,depois de uma situação constrangedora que havia ocorrido!
_Sr.Musa acalme-se−Gritou ele em meio ao pouco movimento que havia,mesmo assim eles foram seguidos com os olhares de todos que estavam presente ao local.
_Não há o que esperar−Disse seguindo rapidamente pela espaço da calçada−Eu vou me mudar dessa cidade,é a única forma,todos estão me olhando atravessado,me deram até um nome,”Prostituta dos ares”,e minha carreira acabou antes mesmo de começar.
_Vamos mudar isso!
_Mudar como se você disse que não há a que recorrer?
_Musa acalme-se−Um mulher loira andava junto dela,ao mesmo passo.
_Podemos pedir  a solicitação para que o vídeo seja removido,embora seja difícil controlar a expansão do mesmo,mas já uma ação.
_Uma ação que não me ajudará em nada.
Ela apressou o passo ainda mais deixando os dois que a acompanhavam para traz!
_Musa espere−Gritou a loira.
O sinal ainda estava aberto para o transito,mas ela queria fugir das conversas de seu advogado e tentou ultrapassar,tudo aconteceu muito rápido.
Imprudência!
Acidente!
_Ambulância...−Ouvia-se gritos!
Nos minutos que se seguiram enquanto ela ainda estava acordada,ela pôde ver que uma multidão a cercava,o homem de terno e a mulher loira aproximaram-se dela.Ela tentava dizer alguma coisa.
A mulher loira aproximou-se ainda mais,Musa sangrava pelo corte em sua testa.
_Melissa−Ela começou.−Pegue meu telefone e ligue para o último número na lista de chamadas recentes.Diga a pessoa que atender que estarei internada,dê a ele o nome do hospital para onde vou,e diga que tenho algo forte para usar contra ele.
_Mas ele não irá...
_Sim,ele irá...−Musa estava ficando mais fraca,sua falava era lenta.−Agora o Sr.Jean,por favor.
O homem  aproximou-se!
_Preciso que me defenda de um crime que cometi!
_O que?o que você fez?
_Eu...eu ,−A voz dela sumiu−Eu matei um cara!−Ela dormiu.
Atraindo olhares
Musa conversava com sua amiga no shopping,ela contava os detalhes de seu teste para entrar em uma novela.
_Será na Band mas já é um começo...
_Verdade!−Concordou a mulher Loira
_Todos no shopping parecem estar olhando pra mim.−Sussurrou ela ao ouvido da amiga.
_Bobagem Musa,ninguém está olhando...mas se estiverem,talvez seja pelo seu futuro sucesso na novela.
Elas riram!
A cena a seguir foi extremamente constrangedora,alguém gritou para Musa,ofensivamente.
_Você literalmente foi as alturas no sexo não é mesmo?
Musa sentiu seu rosto corar e não se conteve,saiu correndo do shopping,sua amiga acompanhando-a.
_O que foi isso Musa?
_Algo que não deveria estar acontecendo!−Foi só o que ela respondeu.
Por todo caminho onde passavam pessoas paravam para observar,e gritavam alguns nomes apelativos.“Prostituta da aza delta” era o mais mencionado,aos berros e acompanhados de risadas debochadas.
_Musa?−A loira que a acompanhava tentou freá-la para entender  o que se passava.
_Preciso fazer três coisas.
_O quê?Não entendo...
_Lan house primeiro−Ela respirava com dificuldade−Segundo,preciso de uma arma−Continuou−e terceiro...Um...advogado.
_Me explique isso,mas que merda.
_Melissa,fique calma,no momento a última coisa de que preciso é alguém me pressionando...
Elas entraram em uma lan house logo a frente,Musa pediu meia hora apenas.
Abriu direto no youtube e procurou pelos vídeos mais vistos dos últimos dias,e lá estava...
Era mesmo o que ela imaginava.
_Desgraçado!
Melissa ficou parada,pasma,observando o vídeo.Um casal transando em pleno vôo de aza delta,o cara não mostrava o rosto mas filmou todo trabalho realizado pela moça,que ela reconheceu muito bem quando a câmera focou bem no rosto...Melissa deu um passo para traz em resposta à sua surpresa,era Musa,então ela entendeu o que estava acontecendo.
Musa fechou o vídeo e saiu da lan house quase correndo,sem nem pagar pelo que usou,embora o tempo não tivesse chegado aos cinco minutos.
_Como você deixou que isso acontecesse Musa?Quem é esse cara?
_Conheci na internet,ficamos juntos por seis meses.
_Como assim juntos seis meses! Nunca vi você sair com esse cara.
As duas andavam apressadamente pelas calçadas,desviando-se das pessoas como se elas estivessem em uma corrida cheia de obstáculos.
_Nós ficávamos,em segredo...eu gostava dele,amava na verdade,mas o desgraçado me fez isso.
_Não tem sentido isso,e...onde estamos indo?
_Procurar o Daniel.
_O que o Daniel tem a ver com isso?
_Ele não tem nada a ver com isso,mas ele tem uma arma.
Fez-se silêncio pelo resto da caminhada.
Tecendo um plano
Ela tocou a campainha por muitas vezes seguidas,provocando o barulho extremamente irritando até que um rapa veio abrir a porta.
Era um apartamentinho,pouquíssimo espaço,apenas um sofá na sala e uma televisão em frente,eles sentaram-se.
_Tem certeza de que quer a arma?_Perguntou o rapaz.
_Sim,não brinquei ao telefone.
A saída do apartamento ainda fora mais rápida que a da lan house, o incomodo de entrar poderia ser descartado,mas assim,correria risco de falhar no plano que passava em sua cabeça.
_Vamos aonde agora?−Perguntou Melissa assuntada.
_Um taxi!
Elas entraram no taxi e seguiram adiante.
_Onde vamos senhoritas?−Perguntou o motorista do taxi.
_ Ao fórum judicial.
Nada a ser feito
Musa maquinava um plano em sua mente,enquanto o taxista dirigia rumo ao fórum,como ela havia pedido.
Chegaram!
Elas desceram e foram entrando direto fórum a dentro!
_Preciso de um advogado com urgência por favor!
Um homem veio se apresentar.
_Pois não senhorita,Meu nome é Jean,ouvi que está precisando de um advogado.
_Sim,isso mesmo.
_Do que se trata?
_Postaram um vídeo erótico meu na internet e preciso processar a pessoa e remover o mais de pressa possível esse vídeo.−Ela falava apressadamente atropelando as palavras.
_Calma senhorita,a ação não acontece assim,primeiro é preciso que a senhora faça um boletim de ocorr...
_Não tenho tempo para isso.−Musa gritou,atraiu todos os olhares.
_A senhorita está desesperada assim pela repercussão do mesmo?
_Sim,recentemente fiz um teste para uma novela e se as imagens se espalharem assim,eu não terei chances!
Todos olhavam a cena tensa naquele ambiente.
_Senhorita não há muito a ser feito mas...
_Não me peça para ter calma...−Ela gritou de novo,cortando novamente as palavras do Advogado.
Musa saíra do fórum judicial estressada e com os olhos lagrimejados,apressou o passo para sair do alcance de todos que a julgavam.O homem alto de terno correu para alcançá-la e acalmá-la,depois de uma situação constrangedora que havia ocorrido!
_Sr.Musa acalme-se−Gritou ele em meio ao pouco movimento que havia,mesmo assim eles foram seguidos com os olhares de todos que estavam presente ao local.
_Não há o que esperar−Disse seguindo rapidamente pela espaço da calçada−Eu vou me mudar dessa cidade,é a única forma,todos estão me olhando atravessado,me deram até um nome,”Prostituta dos ares”, e minha carreira acabou antes mesmo de começar.
_Vamos mudar isso!
_Mudar como se você disse que não há a que recorrer?
_Musa acalme-se−Um mulher loira andava junto dela,ao mesmo passo.
_Podemos pedir  a solicitação para que o vídeo seja removido,embora seja difícil controlar a expansão do mesmo,mas já uma ação.
_Uma ação que não me ajudará em nada.
Ela apressou o passo ainda mais deixando os dois que a acompanhavam para traz!
_Musa espere−Gritou a loira.
O sinal ainda estava aberto para o transito,mas ela queria fugir das conversas de seu advogado e tentou ultrapassar,tudo aconteceu muito rápido.
Imprudência!
Acidente!
_Ambulância...−Ouvia-se gritos!
Nos minutos que se seguiram enquanto ela ainda estava acordada,ela pôde ver que uma multidão a cercava,o homem de terno e a mulher loira aproximaram-se dela.Ela tentava dizer alguma coisa.
A mulher loira aproximou-se ainda mais,Musa sangrava pelo corte em sua testa.
_Melissa−Ela começou.−Pegue meu telefone e ligue para o último número na lista de chamadas recentes.Diga a pessoa que atender que estarei internada,dê a ele o nome do hospital para onde vou,e diga que tenho algo forte para usar contra ele.
_Mas ele não irá...
_Sim,ele irá...−Musa estava ficando mais fraca,sua falava era lenta.−Agora o Sr.Jean,por favor.
O homem  aproximou-se!
_Preciso que me defenda de um crime que cometi!
_O que?o que você fez?
_Eu...eu ,−A voz dela sumiu−Eu matei um cara!−Ela dormiu.
Em resposta
Ela sentiu dificuldade em enxergar.O quarto refletia uma luz branca forte,ofuscava seus olhos,ela os fechou novamente em resposta a agressão.
_Precisa de algo senhora!−Perguntou a enfermeira que estava no quarto.
_Sim,minha bolsa...
_Ela está na cabeceira senhora.
_Obrigada−Musa parecia tensa.−Não veio ninguém me visitar?
_Ainda não senhora.Esperando alguém?
_É,estou sim−Essas palavras se arrastaram com um tom determinado.
Musa apalpou a bolsa,sentiu que ela ainda estava lá.Não abriu a bolsa,certificando-se de que ninguém a tirasse dela,e então tudo daria certo.
_Musa?−Era a voz de Melissa à porta,ela sorriu ao ver que a amiga não a abandonara depois de tanto.Viu também que o advogado estava logo atrás.
_Entrem.
A enfermeira saiu da sala assim que eles entraram.
As perguntas vieram rápido,e o diálogo que se seguiria Musa espera ser ainda mais rápido,e a outra visita ainda mais,ela queria acabar logo com tudo.Sua vida já mudara mesmo.
_Que estória é essa de que você matou um cara?−A primeira pergunta foi feita pelo advogado,Jean.
_Deixe-me falar a sós com Melissa primeiro,depois explico tudo ao senhor.
Jean meneou a cabeça e saiu da sala.
_Você ligou para ele?−Perguntou Musa,quase num sussurro para Melissa.
_Sim...ainda não entendo o que você quer fazer,ou o que se passa,mas o fiz assim como me pediu.
_Obrigada,quando puder te explicarei tudo.
_Musa!−Disse Melissa em tom desaprovativo.
_Agora me dê licença para eu poder conversar com o Sr. Advogado Jean−Ela ironizou!
Melissa saiu da sala,pouco conformada com a omissão dos fatos.
Musa olhou as horas no relógio de parede!
Jean fechou a porta a suas costas.
_Agora explique-me que estória é essa...?
Musa estava decidida a mentir!
_Não há complicação!−Disse ela.
_Como não há complicação,na nossa conversa você estava apavorada para que um vídeo fosse retirado da rede social...youtube!...há sim uma complicação nisso!
_É mas você disse que não haveria muito o que ser feito,e a esta altura minha fama já se espalhou,então,quero ajuda para outro caso.Simples! Eu matei um cara.
_O que postou esse seu vídeo?
_Sim,eu sabia que ele faria isso,e o matei,mas alguém teve acesso ao vídeo e o postou!
_E por que se deixou filmar?
_Era uma fantasia dele,transar nas alturas,de  aza delta.Mas ele omitiu o fato de fazer u m vídeo,só descobri quando estávamos lá em cima e ele disse que seria só entre nós.Assim que pousamos eu o matei.
_Quantas horas se passaram?
_Eu o matei às 14:45!
_Ele chegou Musa.−Era novamente Melissa à porta,interrompendo a conversa.
_Deixe-o entrar!−Musa se contraiu e segurou firme a bolsa,depois disse ao advogado−Preciso que me defenda.
Jean saiu da sala,dando lugar ao homem,um pouco mais baixo,tinha a tatuagem de um dragão no braço,ele parecia estar preocupado.
_Você sabe que se eu contar aos federais que naquele nosso passeio,encontrei algumas pedras de crack em grande quantidade em sua bolsa,você está ferrado,não sabe?−Musa trazia determinação na voz.
O homem apenas baixou os olhos,ele estava pálido,havia visto a figura de um advogado à porta do quarto.
_Mas não se preocupe,você não irá para cadeia−O timbre dela tornou-se sombrio!
Lá fora,Melissa conversava com Jean.
_Você sabia de tudo isso?−Ele perguntou.
_Eu ainda não sei de nada...
_Pois ela se complicou e muito,não devia ter matado o rapaz.
_Que rapaz?−A voz de Melissa soou urgente.
_O que postou o vídeo.
_Ela não matou...ele acabou de entrar por essa porta.
Jean olhou em seu relógio.
Eram 14:45h!
_Você não irá para cadeia seu desgraçado,você acabou com minha vida profissional,você irá para o inferno.
O movimento que ela Fez com as mãos foi rápido!
Jean e Melissa ouviram o estrondo.Musa estava com uma arma na mão e um corpo debruçado aos pés de sua maca.
Alguns dias depois Musa teve alta do hospital indo direto para a prisão e quando perguntaram se ela precisaria de alguma coisa,sua reposta foi:
“Um caderno e canetas...”
Sucesso
Musa estava em uma bienal,com o lançamento de seu Livro “Atraindo olhares”,três anos se passaram,ela saiu da prisão,por ser ré-primária e devido ao motivo pelo qual cometera o crime,sua pena não fora longa.O ambiente estava bem cheio e os livros estavam vendendo muito,com um sorriso de orelha a orelha ela observou Melissa do outro lado da sala,folheando as páginas do livro.
“Prólogo...
A experiência fora única,a adrenalina o sexo,tudo feito com maestria nos ares,confesso que minha libido estava um tanto exagerada,e eu nem pensei em nada a não ser em chegar ao orgasmo.Mal sabia eu que ele estava registrando tudo com a câmera do celular”
                                                                                                                     Pagina 1.
Epílogo...
“A aventura erótica em minha vida,ocorrida nos ares,contribuiu significativamente para a formação em minha personalidade,e principalmente para a minha fama repentina que fez com que este livro chegasse aos leitores dessa história-estória que já a conheciam antes mesmo que esta tornasse-a Literatura!
FIM”
Melissa então fechou o livro e sorriu.Agora ela compreendia toda a história de sua amiga.