Total de visualizações de página

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Haikais

Meu rumo

Nunca te deixei,
Nunca te esqueci.
Só nunca mais chorei, por ti.

Surreal

No buraco que caí,
não vi Alice,
nem país das Maravilhas!

Avesso

Às vezes penso,
Às vezes esqueço.
E sempre durmo, pelo avesso!

Seguro

Do lado
do medo
eu cresço.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Complexo de bem viver




Sua prece, fora para que se livrasse de todo mal. E seu pedido fora efetivamente atendido. Agora, estaria ungido pelo manto protetor divino, daí, nada mais o perturbaria e então ele poderia seguir em linha reta pelos caminhos que lhe aprouvessem e que o senhor aprovasse.  Assim acreditava!
Obteve sucessos. Em tudo se encaixava. Sem conflitos existenciais, sem limitações profissionais, e sem quaisquer outros transtornos e ou distúrbios, desses que definem uma personalidade. Alçava voos altos e planava pela distância que fosse e desejasse. Só aterrissava quando o território lhe interessava. Quando sentia solidez e fertilidade na terra. Duvidas nunca lhe ocorriam. De início tudo era certeza.
Seus gostos nunca ficavam entre o exótico, fosse à culinária, e o desconhecido mesmo, fosse a viagens.  Planejamentos eram descartados, sempre voltava ao mesmo país, à mesma cidade, ao mesmo hotel, à mesma praia, e se descansava, do mesmo cansaço.
A palavra “amigo” se restringia a vizinhos, passantes pelas calçadas, e colegas de trabalho.
Sentiu que ainda não estava suficientemente próximo do céu e resolveu dar nova interpretação ao que se referia simplicidade. Abdicou dos sucessos e das viagens.
Passou a viver em condições miseráveis, logo, os conflitos existenciais apareceram. Por falta de personalidade não conseguiu combater os distúrbios que agora preenchiam seu físico, sua mente. A terra lhe parecia insólita e nada fértil.
Em baixo de um enorme arranha céu, alucinou. Começou a escalar. Escada após escada, andar após andar, se lamentava. Sua consciência veio num átimo de segundo e um filme lhe ocorreu. Do alto de sua privação estendeu as mãos tentando alcançar seu objetivo, mas, os sentidos lhe escaparam. Nos créditos finais, focalizou uma frase; _ “O importante na vida é viver!”.
Tentou se agarrar às últimas palavras, mas já estava caindo, caindo, caindo...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pensamento do dia

E dessas questões de múltipla escolha, descobri, eu sou a alternativa correta. Aliás, eu sou a única alternativa!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Fotografia




Pássaros voam no céu, meu pulso gira rápido
Em torno do pincel e do quadro o qual penso pintar.
Uma fotografia para capturar o momento.
O Voo do pássaro será eterno, assim quando o mal de carpo vier,
Não me lamentarei, pois meu quadro vai durar,
Eternamente.
Do meu ofício, ficará o exemplo.
É por essa fotografia que meus filhos saberão,
O quanto vale apena observar os pequenos detalhes.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Fome




Que vontade de jantar a terra,
posto que é noite.
Almoçar o mundo,
no outro dia
Quero um banquete.
No café da manhã da vida.
A fome não passa,
e entender esses mistérios...
Não basta.
Se bastasse, não bastaria.
Posto que tudo muda
No fim do dia!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Preconceito

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."Albert Einstein



Não tenho mais nada a acrescentar.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Carta à Elisa Lucinda

Homenagem


Elisa Lucinda, a quanto te procuro. Lhe juro que morro de amores por ti. E me perdoe à falta de sensibilidade em não saber seu nome. Agora eu sei, é bem verdade, mas por muito tempo, antes de lhe encontrar de novo num maravilhoso blog de nome “Velhos Amigos”, eu não o sabia, e daí percebo que feliz coincidência. Tanto tempo no anonimato para mim, e tão íntimo me sinto de ti. Ah Elisa, na noite primeira em que te vi, senti o impacto de tua arma corporal e de sua alma energética. Suas palavras pervertidas e sábias transpassaram meu coração feito adaga, e eu sangrei, sangrei de amor e depois, quando me dei conta da anestesia de meu corpo pelos segundos que se foram e perdi você, de dor. A noite acabou e nem gravei seu nome. Mas lembrei de uma parte de seu poema no qual você falava alguma coisa sobre vaca e galinha. Pesquisei, criei calo nos dedos de tanto que te procurei amiga minha de Minh ‘alma, de meu prazer. Que gozo foi te encontrar no seu Aviso da Lua que menstrua. Lua bela, sangue arte, ardeu em meu corpo e eu sorri. Sem odor que me incomodasse. Só louvor, só louvor. Obrigado Deus, Obrigado, por ter encontrado tamanha beldade, tamanho colosso. Elisa Lucinda, Óh Elisa. Querida amiga de Minh ‘alma. Eu li tanto, por ti, para ter inspiração na esperança de te encontrar para lhe dizer lindas e justas palavras ao jus de sua magnitude, mas agora que posso e sei seu nome, só consigo dizer-te;_ Te amo. Mais nada.