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sábado, 17 de setembro de 2011

Saudade

Quando olho pra minha escrivaninha
e assim a vejo vazia,
o mesmo vazio invade meu coração
e eu fecho os olhos
na esperança de esquecer,

esquecer,
esquecer, 
esquecer...
que um dia tive,
que um dia vivemos todos os dias
todas as noites
todas as nossas vinte e cinco horas.

Mas agora,
enquanto os segundos me devoram
eu sinto saudade;
eu sinto vontade de gritar.
Eu sinto vontade de;

esquecer 
esquecer
esquecer ...
que um dia tive,
que um dia vivemos,
esquecer todas as nossas vinte e cinco horas.

Porque quando eu olho para minha escrivaninha
e assim a vejo vazia,
o mesmo vazio invade meu coração
e eu sinto saudade.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mártir

                      Eu penso
                                que vivo,
                                 eu penso
                     que morro,
           eu peço pra vida,
                            socorro!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O preço da vaidade



De repente o pente caiu, mas não fora um simples acaso ou qualquer condição de desatento.
O grito ecoou por todo espaço do quarto logo depois que o espelho se partiu. 
Um arrepio percorreu-lhe a espinha, daí, veio à pane e outros demais cacoetes.
Ficou reparando por alguns segundos sua face partida no espelho, ainda estupefata, antes de se abaixar para apanhar o pente do chão. Um tufo de cabelos chamou-lhe atenção e a fez tremer inda mais, presumiu ser alguma doença cancerígena.
Ao ritmo que usava seus cosméticos logo seu reflexo se tornaria irreconhecível!
Refletiu por menos de meio segundo, uma fita adesiva estava presente em cima do criado mudo. Sem muito pensar, pegou a fita e voltou rapidamente ao espelho, para colar os cacos e saciar-se um pouco mais de sua beleza antes que a mesma entrasse em colapso, ignorando o possível câncer que refletiria em sua morte.
Como se nada tivesse acontecido, piscou os olhos algumas vezes e franziu o cenho, depois, respirou fundo e encarando-a disse aos sussurros:
 _ Ainda estou... Perfeita!


domingo, 4 de setembro de 2011

Anjos- Prólogo


Suas azas enormes
embrulharam-me...
Não senti frio, ou
calor.

Só vi os anjos,
depois;
senti vertigem
...
 e meus sentidos se foram.
 para algum lugar,
 onde não mais os encontrei...
 Nem se quer os procurei

 Acordei logo.
Parecia muito real...
Só sei que vi os anjos..

Fora mesmo um sonho?



Os versos de Pedro faziam pouco sentido, pouco sentido para sua aventura que ainda não chegara, mas, que mudará sua vida pelo resto da vida...




Aos meus leitores, peço desculpas, postei esse prólogo aqui, para um futuro conto, é que estou em uma lan house, e a ideia me veio  a mente de repenteee, escrevi....depois que meu pc chegar eu retiro e continuo a hist,,,,ai talvez faça sentido hehehehehe...
fuiz...meu tempo acabou...












   







sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Mínima para seus problemas ...

_O problema dela era maior que o meu.
tão grande que cabia numa caixa de sabão em pó!
indiquei Veja,quando queria gritar:_me Ouça.
Fui embora.
Desisti do desabafo!
Fiquei triste quando a menina veio me relatar essa estória; Coitada!


Abracei-a,foi só o que pude fazer!

domingo, 28 de agosto de 2011

Monólogo


Quem dera eu
Pudesse evitar minhas desventuras
Evitar todos os sentimentos que me perturbassem
Viver sem o ar tóxico da vida
Correr e saltar
Saltar de alturas estonteantes sem que no fim
Me arrebentasse

Quem dera eu
Pudesse proferir meus verbos favoritos
Cantar canções com letras impactantes e verdadeiras.
Gritar pro mundo pro mundo ouvir;
Estou aqui!
Dialogar na mesma língua que todos, 
que os MEUS!

Quem dera eu
Pudesse sofrer por motivos que escolhesse
Chorar!
Não calado, mas junto dos MEUS, 
sair do monólogo,
Abandonar o drama e fazer um papel cômico 
por um dia.
Associar-me à platéia e aplaudir 
outro espetáculo,
Que não fosse o meu!

Quem dera eu...
Pudesse abandonar a angustia...
Livrar-me da turba que me arrasta pro poço...
Se pelo menos me arrastassem pra um mergulho de fim de semana!
Os MEUS me convidaram pra mergulhar.
Pena que me afoguei!