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terça-feira, 18 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Colecionador de princípios.
Fincou pé à ignorância e declarou que a
solidão em nada o incomodava.
Se as palavras não
fugissem vez em quando, o som de sua voz seria sempre um mistério. Os mais
próximos lhe disseram que tamanha privação da vida era igualmente um atentado a
sua própria existência. A consideração em nada lhe valeu, então, um a um foram
desistindo das advertências. Primeiro os amigos, dos poucos que tinha, e por
fim os parentes.
Ganancioso que era,
esquecera-se de partilhar.
Não possuía espelhos em
casa, seu reflexo era projetado por seus diplomas. A busca pela perfeição
tornou-se compulsiva, obsessiva, e gradativamente ia perdendo sua essência.
Entupiu-se de trabalho
para aumentar o ego de sua eficiência e manteve o ritmo até dar-se por conta da
senescência. Os ossos não lhe eram mais sãos, e outros tantos problemas
apareceram. Ao ressentir-se da saúde
resolveu que uma companhia lhe faltava, mais para prestar serviço que de fato
companhia. Arrogante, não fora capaz de conquistar, comprou uma página inteira
de jornal e escreveu suas exigências. Não obteve respostas.
Apegado à sua
alto-suficiência aposentou-se do ofício. Da vida já não exercia, e nem lhe
restava mais nada.
domingo, 9 de setembro de 2012
Prece
Raul Seixas Eterno... Traga sabedoria aos tantos compositores de
Uni(co)verso, de monossílabos, assopre-os uma canção que preste,
ensine-os a importância da Flor do Lácio e nos livre dessa bosta
que têm chamado de música.
Primeiros Votos
O
que a princípio era secreto, tornou-se evidente. E o segredo não fora guardado.
A cada conto um reconto, perpetuando assim com os estragos. Sem nenhum consentimento,
e pouco menos sentimento de respeito pelo próximo o caso seguiu abrindo
cicatrizes velhas e trazendo novas feridas como companhia.
De
início pensaram ser um mal entendido, um erro de percurso. Itinerário mal
calculado. As evidências e consequências causadas por tal ato abriram-lhe os olhos
e indicaram que tudo havia sido premeditado. O intuito era mesmo causar
mal-estar, e o intruso só podia ser alguém de dentro de casa.
As
brigas então cessaram. Chegaram a um entendimento parcial.
_
Deixemos o passado, no passado!
A Postura santa
a qual assumiram despertou desconfiança em ambos os lados. Sofrivelmente com o
sentimento de culpa iniciaram uma investigação sigilosa. Ninguém poderia saber,
pois como certo existia o velho ditado. Em brigas de marido e Mulher ninguém
deve meter a colher.
Colhendo informações
aqui, outras acolá, o peso na consciência crescia inda mais, pois, os boatos se
compunham como falsos. E ao ritmo que seguiam as composições, se enroscavam
ainda mais.
O elo fraco não
suportou a pressão. Pediu ajuda a alguém que julgara ser de sua total confiança.
Decisão miserável!
O
que a princípio era secreto tornou-se evidente. E o segredo não fora guardado.
A cada conto um reconto, perpetuando assim com os estragos. Sem nenhum consentimento,
e pouco menos sentimento de respeito pelo próximo o caso seguiu abrindo
cicatrizes velhas e trazendo novas feridas.
A discussão
não pode ser evitada. Houve o confronto.
Constataram
que realmente não se pode confiar nas pessoas, mas, tão jovens que são o
intruso responsável por tudo ficou evidente, eram seus próprios medos e
inseguranças expostos à fragilidade e
incerteza de poucos meses de casados.
E
o passado não ficou no passado. A temporada de colégio e festas veio junto com
os votos de casamento e inexperiência de seus 18 anos.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Inventei de desenhar.
Não sou bom desenhista, só bom sonhador, utópico quem sabe, para muitos, louco. O que vale é com que realmente me importo!
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Canção de Travessia
minha mente
perturbada e eu não sei em que acreditar.
Desconhecidos.
Palpites, certos?
São dúvidas
frequentes que terei que carregar.
E um cansaço se
apresenta,
os fantasmas voam
pelo espaço, pelas órbitas
de minha
indecisão.
O que é certo ou o
que é errado?
Cada caso é um
caso, tem um "Q" particular.
Não quero ficar
nessa casa,
pois efêmera é
essa casca.
Não quero ficar
nessa casca,
se acaso desaba
essa casa!
E os fantasmas
sambam,
ao som da desgraça
que lhes é alheia.
E aos olhos, me
marcam as lágrimas dessa tragédia.
Post especial, à pedido.
Obrigado por vir sempre aqui, peço licença para citar seu nome (Anderson Cardoso).
terça-feira, 24 de julho de 2012
Beata
Atirou a primeira pedra alegando não ter
pecados. O incômodo em momento algum apareceu e não se contentando com o feito
tratou logo de causar mais estragos. A língua afiada como adaga se fincou ao
coração da pobre vítima que em nada se defendia, em nada retrucava.
O que se supõe é
que não se faça caso em teto sagrado e que beatos estão tão próximos de Deus
quanto de sua misericórdia em termos de sentimento pelo próximo. O engano fora
apresentado advindo do discurso da humana sem pecados, o véu que lhe cobria o
rosto caiu ao chão revelando sua face nefasta, prejudicial, tóxica. Via-se o
músculo subir e descer no centro da caverna do diabo que tornava sua boca.
Tornou-se
impossível contrair os pulmões e respirar. Quem estava mais próximo da cobra
peçonhenta sentia a saliva queimar ao pescoço e em outras partes a qual
pousavam.
_ Deus nos livre e
guarde desse e de outros pecados. Persistia com seu discurso funesto. _
Luxúria, avareza, soberba...
Tamanho o
desconforto a vítima reagiu. Um golpe certeiro, cortou-lhe a língua. Não fora cruel o crime, fora unanime, todos os presentes consentiram. Ainda
pensaram na possibilidade de ser um presente, entregar-lhe o silêncio seria um
ótimo embrulho para a paz.
Imobilizada que estava, restava-lhe ouvir o desagradável. Depois fora deixada a sós.
As reflexões foram
emergindo simultaneamente sem dar-lhe tempo para reconsiderar e reformular suas
concepções e atitudes controversas. Não conseguia pronunciar um pedido de
desculpas, estava enterrada em suas angustias e erros. Percebera tarde de mais
que em condição de reles humana estava sujeita ao pecado que tanto alegara não
ter, às armadilhas da vida, ou como preferia dizer, "de satanás".
Restava-lhe agora se aproximar com verdade de Deus e esperar dele sua
misericórdia.
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